terça-feira, 6 de março de 2012

Preciso contar

Fechei os olhos em um desafio: abstrato.
Dele se fez azedo e doce, como deveria ser.
Com os pés no chão, declarei distancia.
E assim o fiz.
Longe de tudo, enfim sem som, voltei abrir os olhos
e a boca. 

  




Num suspiro de paz, quis voltar correndo.
E ali estava, intacto, real em apenas um toque.





segunda-feira, 5 de março de 2012



canto assim meio errado
mesmo tanto, desafinado
só pra te chamar atenção
nossa história é breve:
meus pés correm em sua direção
de canto te faço um poema
meio assim, sem tanto explicar
o fato é que esses teus olhos sorrido
"ah! esses olhos sorrindo!"
a história é breve:
danço pela sala
e você tem olhos famintos
canto o que sei, invento
mas meu canto é assim meio errado
mesmo tanto desafinado
só pra chamar tua atenção






sexta-feira, 2 de março de 2012

Real

 http://www.alextakaki.com/pessoas/cor/

 Do quadrado que enquadra aquela janela furta cor
                                           Aquela senhora sorri intrigada
                          ao descobrir que a fada dos dentes
                             era meramente a fada do sabor.

domingo, 20 de novembro de 2011

Pois é




Saudade

[também]
                                              dá febre.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O corpo fala



Da nossa frequencia surgem as ressonâncias 
pequenas, grandes.
 Equilibrio.
E se lambusam, se lambeiam
e o ar falta e sopra
e o querer aumenta e afaga.
E a física perde o sentido.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Palavras mal-ditas

Mais um trago daquele maldito cigarro 
me consome, 
me engasga, 
embolia minhas palavras.
Palavras ardidas, 
quentes 
e febris 
chegam a queimar a garganta, 
formam labaredas 
que tocam o céu da boca.
O único líquido capaz de dominá-las 
são lágrimas.
Um suspiro de impotencia!
Cerro a boca, 
engulo tudo com um gole de uma coisa qualquer 
que desce entalando.
Ajeita, 
apruma, 
deita, 
silêncio!
O sabor amargo, fétido e cinza,
misturado à saliva grossa, quente e amarela 
 faz a noite toda se esvair 
fria e embaçada.
As palavras ja não se permitem sonorizar aos ouvidos, 
mas na cabeça latejante de ressaca e meras ideias.
Vai ver o acaso, destino, seja la como for, 
resolveu que esse mal eu teria de sofrer.
 .

O dia seguinte, cinza como quis ser, 
amanheceu com um afago, 
um abraço,
um toque,
...
Uma mescla de cores 
 fez deixar de lado a sombra 
cinza e maldosa que não se desprega mais de mim.

sábado, 28 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Casa de pedra


Me sentia assim, protegida
Casa de pedra, inabalável
Cores sólidas e vivas!
Enorme cautela de sonhar
Sonho de alegria das flores
Que só o vento leva.